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Marcas incensadas apostam em garotas-propaganda maduras para promover a “inclusão fashion” das idades mais avançadas
A moda de luxo não está de brincadeira na tentativa de conquistar clientes maduras. Em Nova York,isso não passa despercebido a nenhuma fashionista. As “grey stars”, como são chamadas, estão por toda a parte. Nos anúncios, na web,em mídias influentes como o The New York Times e o jornal britânicoThe Guardian.
A mais conhecida e comentada é Iris Apfel, a inimitável nonagenária nova-iorquina, que, muito ativa, inspira coleções de bolsas e bijoux. Com a gigante MAC, ela lançou uma linha de cosméticos. Definida como autêntica “rare bird” (ou ave rara) por suas diferenças e excentricidades, Iris batiza produtos com nomes sugestivos como Scarlet Ibis ou Pink Pigeon. A coleção de batons e sombras em cores bombásticas passa longe do espírito vovó e aponta para uma ousadia de estilo e de humor distantes do trivial da “mulher madura”, com todas as suas prudências.
Fato é que há uma enxurrada de imagens demoda e beleza exibindo mulheres mais velhas ultimamente. Aos 47 anos, Julia Roberts é cover-girl da Givenchy. Joni Mitchell (71), lenda da música folk, veste uma túnica hippie de Hedi Slimane para o Saint Laurent Music Project. Outras personalidades como Charlotte Rampling (68), Helen Mirren (69), Diane Keaton (69), Inès de la Fressange (57) e Andie MacDowell (56) também têm emprestado suas imagens de mulheres bem-sucedidas e bem cuidadas para cosméticos e perfumes de luxo. Há ainda a sedução ancestral das anciãs sicilianas da Dolce e Gabbana, que fazem um sucesso estrondoso .

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